Marketing Básico: domínio e extensão do conceito de marketing

Marketing Básico: domínio e extensão do conceito de marketing
Marketing Básico: domínio e extensão do conceito de marketing
Modelo: Livro
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Disponibilidade: Esgoatdo
Preço: R$ 25,00

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Autor: Manoel Maria de Vasconcellos

“Marketing Básico”, originalmente texto de tese de livre docência defendida na PUC-Rio em 1977, é uma visão econômica do marketing e constitui-se em texto essencial sobre o assunto. Marco pioneiro na história do marketing no Brasil, o texto de Manoel Maria de Vasconcellos – um dos fundadores das práticas e do pensamento mercadológico no Brasil – chama a atenção, pela recorrente menção à Natureza (assim mesmo, com “n” maiúsculo), revelando uma preocupação – cara aos humanistas e numa época em que ainda não existia o movimento ecológico tal como o conhecemos hoje – visando o melhor uso dos recursos naturais, evitando o desperdício e o consumo desenfreado; uma preocupação que precisa, já, ser restabelecida, mais que no seio da opinião pública e dos consumidores, na mente dos que dirigem todo o processo de marketing nas organizações.

 

O AUTOR

Manoel Maria de Vasconcellos (1918-1987) foi um dos introdutores das práticas de marketing no Brasil.

A partir de intensa produção jornalística, editando publicações como Propaganda & Negócios, Anuário do Rádio, Anuário Brasileiro de Imprensa, Anuário de Publicidade, Vendas & Varejo e Indústria & Mercados, entre outras, formou, como um dos pioneiros do treinamento in company, centenas de gerentes e dirigentes de marketing em organizações de todo o país, como Febraban, Geotécnica, e Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).

Representou o Brasil em importantes foros de discussão sobre marketing. Presidiu a Associação Brasileira de Propaganda (ABP) e participou da criação dos mais destacados cursos de Marketing e Comunicação Social do Rio de Janeiro, trabalhando em graduação e pós-graduação de instituições como FGV, UFRJ, ESPM, FACHA, PUC-Rio e UERJ.

Sua vida foi integralmente dedicada à comunicação. Nascido em Santa Cruz, Rio Grande do Norte, integrou a FEB e participou das batalhas do Monte Castelo, Itália, no posto de sargento encarregado das rádio-comunicações.

Foi executivo de agências de propaganda e chegou a superintendente de comunicação do então Banco Nacional, tendo sido um dos responsáveis pelo patrocínio do banco ao empreendimento da Rede Globo que mudaria a história do telejornalismo no Brasil: o lançamento do Jornal Nacional. Manteve clientes de consultoria durante toda a sua carreira.

Entre as empresas em que atuou destacam-se Atlântica-Boavista Seguros, Esso, Hering e Embratel.

Faleceu trabalhando, na UERJ, quando ocupava o cargo de diretor da recém-criada Faculdade de Comunicação Social, instituição que teve o privilégio de receber, por doação da família, em 1991, o seu acervo documental e bibliográfico - embrião da Coordenação de Pesquisa e Documentação em Comunicação e Mercadologia (CPDCOM), criada pelo Ato Executivo de Decisão Administrativa 039, de 6 de setembro de 1995, instância laboratorial da FCS inspirada nos interesses multidisciplinares do mestre: o pensamento e o trabalho nas áreas de Comunicação e Marketing no Brasil.

 

DEPOIMENTOS

Dirijo-me a profissionais que ocupam cargos executivos, especializados em marketing ou comunicação social; consultores de empresas especializados ou não em marketing; professores e pesquisadores, estudantes e estudiosos de marketing. Este é um livro para estudantes e estudiosos do duradouro e profícuo relacionamento com o cliente. Não é um livro de modernidades. É uma obra conceitual, com um objetivo bem definido, que aliás foi atingido. Demonstrar conhecimento para uma banca examinadora. Assim se requeria, assim foi feito. Este era o estilo Manoel Maria. Através desta obra, como na sala de aula ou de reunião de trabalho, como no auditório de conferência, como nos corredores da faculdade, como nas entrevistas com o consultor, vocês ouvirão ou voltarão a ouvir o contador de histórias, o intérprete dos clássicos, o leitor de contextos, o redutor sociológico dos conceitos distantes, o conselheiro de empresas, o executivo, o diretor de faculdade, o professor. O próprio Manoel Maria.

Simplificou o complexo sem reducionismos, abrasileirou anglicismos sem vulgarizá-los, traduziu sem trair, sintetizou e sincretizou, deu emoção ao cerebral, coloriu o som, deu som a cores. Tudo isto, dialogando sobre marketing. Para muitos, fez da disciplina a estranha que virou conhecida, a conhecida que se fez amistosa, que se transformou em familiar e que, afetivamente, adotamos como indispensável instrumento de gestão. Este é o modelo didático do Manoel Maria.

Comparativamente a muitos de meus colegas, convivi muito pouco com o nosso prezado professor. Não fui seu aluno, não atendemos juntos como consultores, sequer participamos de seminários, de mesas de debates. Não falávamos por telefone. Minha prática com o mestre vem dos vários anos letivos de “sala de professores”. Chegávamos cedo para nossas respectivas aulas e... conversávamos e conversávamos e conversávamos, sobre tudo, sobretudo, sob e sobre o olhar do marketing. Contato didático, ameno, generoso, intenso, não competitivo, não hierarquizado, carinhoso. Duas vezes por semana. Às vezes, uma só. Esta é a saudade do Manoel Maria. Aos que privaram de seu convívio, ouçam-no na leitura que se segue. Imaginem o professor a defender sua tese.

Aos que vão lê-lo como primeiro contato, contextualizem a leitura e extraiam dela as referências desta referência que foi Manoel Maria de Vasconcellos. Interrompo esta apresentação como tantas vezes fui interrompido em minhas conversas com o mestre: ouvindo o sinal do início da próxima aula. Um pouco triste por não ter concluído o assunto, mas cheio de energia, tranqüilidade e segurança – virtudes que o mestre soube passar às gerações e que, literalmente, aqui ficam registradas. Esta é a instituição Manoel Maria.

'Vai começar a aula. Vamos entrar, já estamos atrasados...'.

Luiz Estevam Lopes Gonçalves
Mestre em Administração, EBAPE/FGV


Conheci Manoel Maria de Vasconcellos, na década de 1960 e, apesar de meu “temor reverencial” perante o mestre, como iniciante na Comunicação Social, ficamos logo identificados por três fatores: 1) ele era nordestino do Rio Grande do Norte e eu do Ceará; 2) nasceu na mesma data do meu pai, 25 de maio; 3) ele, como destacado valor da Força Expedicionária Brasileira e, eu, por ter trabalhado, durante muitos anos, com o General Cordeiro de Farias, Comandante da Artilharia Divisionária da FEB, a quem muito admirava.

Apesar da vasta experiência, cultura geral e profissional, a sua extrema simplicidade de trato, sem barreiras, sem preconceitos e bloqueios, catalizava as atenções de gregos, troianos e cearenses. E ficamos amigos. A sua carreira de professor universitário foi o coroar de um somatório de experiências colhidas em âmbitos diferenciados como Publicidade, Marketing, Imprensa e Relações Públicas, sendo que, na nossa atividade, participou do primeiro curso regular de RRPP, na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas, sob a regência do professor norte-americano Eric Carlson. A tese apresentada em 1977, com o titulo “Marketing como Técnica de Comunicação Social: extensão e domínio do conceito de marketing”, resultou na obtenção, com brilho, do título de livre docente, aprovado por uma banca examinadora de alto nível liderada por Djacir Meneses.

Perdemos, com a sua morte, um queridíssimo amigo e um grande professor. Era um ser humano muito especial, muito diferenciado pela sua postura retilínea, pelo seu inegável conhecimento. Verdadeiramente, um semeador do aprendizado profissional e de amizade. Felizmente, Manoel Maria de Vasconcellos voltou a “viver” no livro “Marketing Básico”, graças a entendimento de sua família e da obstinação de outro Manoel, este, Marcondes Machado Neto.

Com a publicação do presente livro, a Conceito Editorial está resgatando um repositório de conhecimento extremamente válido para os estudiosos da Comunicação e da Administração. Quem como eu, teve o raro privilégio de conhecê-lo pessoalmente, de aprender com ele, terá nesse trabalho uma forma de perenizar o conhecimento que Manoel Maria procurava transmitir para todos os que o cercavam. Nas atividades que exercitei na Associação Brasileira de Relações Públicas, no Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas e na direção do Departamento de Comunicação Social da Universidade Gama Filho, muito ”tempero” recebi da bondade, gentileza e simplicidade de trato de Manoel Maria de Vasconcellos. Não era uma pessoa, já era uma entidade.

Edson Schettine de Aguiar
Assessor de Comunicação da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.
Presidente do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (mandato 1992-1995).


Ao contrário dos livros de marketing que são extremamente repetitivos e falsamente didáticos, o livro de Manoel Maria de Vasconcellos é rápido, dinâmico e elucidativo.

Um livro gostoso de ler (coisa rara em livros técnicos) sem ser – em momento algum – superficial, mostrando que atuar em marketing não é simplesmente conhecer e aplicar uma receita de bolo, mas, sim, saber como funciona o mercado e qual é o papel das ações de marketing para se ter penetração e visibilidade junto aos consumidores.

O livro Marketing Básico, enfim, cria a interseção necessária entre a mercadologia e a teoria econômica e é uma leitura obrigatória para quem quer conhecer marketing, sem a necessidade de ler um desses calhamaços que estão por aí e que não conseguem ser tão eficientes.

Marcelo Zikán
Professor da UniverCidade

 

RECOMENDAÇÕES

Lançado em 2006 - quase duas décadas depois do falecimento do autor, em 1987 - este livro é uma homenagem dos seus amigos, liderados por Manoel Marcondes Machado Neto e Luiz Estevam Lopes Gonçalves, que o prefaciam, e reproduz a tese de livre-docência do autor, apresentada na PUC do Rio de Janeiro, em 1977.

Trata-se de importante registro histórico. Nascido em 1918, Manoel Maria foi um dos primeiros professores brasileiros na área. Tendo feito carreira em jornalismo e propaganda, interessou-se pelo ensino da propaganda e do marketing quando as matérias sequer faziam parte dos currículos universitários - e participou ativamente da sua introdução em praticamente todas as escolas do RJ: FGV, UFRJ, FACHA, PUC e ESPM. Como profissional, foi diretor de marketing do Banco Nacional (na fase da criação do Jornal Nacional e da campanha do guarda-chuva, hoje copiada internacionalmente pelo Citibank), presidente da Associação Brasileira de Propaganda e co-fundador da revista PN.

Revista da ESPM - mar/abr - 2006

Conceito Editorial